quarta-feira, 17 de outubro de 2012

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Existe viagem de ida mais sabida do que uma boa duma lambida?

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Cinco estrofes musicais que servem de resposta pra muitas perguntas




1) Ainda vai levar um tempo.

2) Há um lado da alma em que me sinto só.

3) Now the drugs don't work, they just make you worse.

4) A sua beleza é bem maior do que qualquer beleza de qualquer salão.

5) Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Cinco frases de amigos que sempre paro pra ouvir (parte 3)





1) 'Só sei que nadar sei' Diogo Lyra

2) 'Na dúvida, mantenha o charme'. Eleonora Paiva

3) 'Quatro de julho: independe se dei'. Daniela Serrina

4) 'Pior do que não ter é não saber mexer'. Claire Feliz Mesquita.

5) 'Alguém sabe de um lugar que faça bainha de camisinha?' Paulo Bono. 




segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Cinco frases de amigos que sempre paro pra ouvir (parte 2)



1) 'Piroca não tem ombro'. Victor Melo

2) 'As árvores morrem de pé'. Alda Leonor

3) 'Se divertir com os errados tem limite'. Samantha Ribeiro

4) 'A escola é uma internet lenta de um site só'. Caito Mainier

5) 'Não crio expectativas, são elas que me criam'. Felipe Boaventura

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Cinco frases de amigos que sempre paro pra ouvir:



1) 'É muito apocalipse pra pouca era de aquário'. Alessandra Castañeda

2) 'Pra frente é que se ama'. Camila Marquez

3) 'Abafe the case'. Márcio Meneghini

4) 'Todo gosto é duvidoso'. Fausto Fawcett

5) 'Só Paris expulsa o frizz dos cabelos das pessoas'. Gisele Andrade

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Cadeia do prazer



BAR DA CACHAÇA - SEMANA DOS GRINGOS NO RIO- EXT - NOITE


Blogueira videomaker toma a saideira com amigos gringos enquanto devolve pro mundo o dinheiro que seus pais gastaram com anos de BRASAS.

Gringa - In Paris people live in the streets too but i agree with you: a city that accepts this kind of shit cannot be called 'Maravilhosa'.

Enquanto todos concordam, aproxima-se um rapaz e uma moça, que se dirigem à blogueira videomaker.

Rapaz - Oi, vi você na maratona Odeon LGBT e só queria te dizer que o que importa é a cadeia do prazer que acontece ali no reto, seco e ânus.

Blogueira videomaker- Poxa, que legal que vocês viram o vídeo.

Rapaz - Vimos e achamos bem didático.

Blogueira videomaker - Tá mais pra didaticuzinho.

Moça - Exatamente, estamos agora inclusive indo praticar um pouco, que teoria é bom, mas não faz ninguém suar.

Blogueira videomaker - Exatamente.

Rapaz - Foi um prazer, viu?

Blogueira videomaker - Boa sorte aí, galera.

Enquanto os amigos nativos riam, os gringos faziam cara de ponto de interrogação. Mais que rapidamente, a blogueira videomaker tratou de resumir a conversa.

Blogueira videomaker- I made a video with some friends and it was all about anal sex.

Gringo - That's sweet.

Blogueira videomaker- You have no ideia.

Gringa - Is it a documentary?

Blogueira videomaker- Kind of.

Gringo - Nice. We apreciate this concern to the ass.

E assim levaram aquela conversa a um fim, com a certeza de que foi bonito falar de cu em inglês.

Traduzido, ele fica até meigo.

A blogueira videomaker, pelo menos (isso posso garantir), foi pra casa se sentindo uma verdadeira dama.




quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Memórias de uma amizade inoxidável (pro Clube da Leitura)




Minha melhor amiga é quatro anos mais nova do que eu. Agora isso não faz a menor diferença, mas, na época em que nos conhecemos, ela era a criança virgem e eu, a putinha mirim. O fato é que, se soubéssemos que a vida nos traria tanta realidade, teríamos continuado a passar os dias entre piruetas e sapatilhas de ponta. A gente queria dançar no Momix, tanto que encostar o pé na orelha e fazer cara de que não tava doendo nada era nossa brincadeira predileta. Mas isso tem tempo, isso é dos idos que dieta se chamava regime, que só se beijava um homem por noite e que namorar dentro do carro era uma aventura possível. Uma época onde ninguém discutia se o tomate era orgânico e nem se a gordura era hidrogenada.

Bons tempos.

Já adultas, perdemos o contato. Mas a vida, sempre imbuída de sua falta de sentido, tratou de nos reaproximar de repente, numa viagem de reveillon, onde falamos de novas questões e de velhos medos como se não tivesse se passado nem uma semana. Àquela altura, ainda se beijava apenas um homem por noite, máquinas de escrever eram as melhores amigas dos poetas e a rúcula, tão amarga quanto linda, era uma verdura que simplesmente não existia. Um momento do mundo em que ninguém estava nem aí se o amor era líquido, sólido ou gasoso.

Bons tempos.

Depois disso, fiquei perdida e acho que ela também. Essa coisa de ter de ser bem sucedida, gostosa e simpática foi hardcore demais pro nosso rockezinho progressivo. Viramos meio hippies, usávamos saiões e acendíamos incensos em qualquer lugar, sem nenhum medo do perigo de sermos nós mesmas, ainda que isso significasse o caos completo. Nesse momento, ficou claro que regime era vida light, namorar no carro, perigoso e mudar de profissão após cada viagem a Ibitipoca, um puta charme. Uma era de extremos em que ninguém queria ir até o final do arco-íris atrás de pote de ouro algum.

Bons tempos.

Mais recentemente, munidas de celulares, passamos a preencher de interseções nossos círculos de amizade. Isso foi mais ou menos quando ficou antiquado beijar um homem só por festa, colocar filmes pra revelar e esperar telefonemas. Exatamente nesse ponto notamos que, apesar de muito vigorosas e gostosas, já não éramos mais tão meninas assim. Mesmo sem perceber, tínhamos completado quinze anos de amizade.

Bons tempos.

Agora ela está nos States. Lá ela é a brasileira gostosa, a exótica, a tesuda, mas sente falta daqui, do cheiro das risadas que só nós sabemos dar e do descompromisso das cervejas geladas nos bailes charmes da vida, onde dominamos a pista só no passinho. Não ter amigos por perto é duro, mas ela sabe que o privilégio dessa saudade é uma de nossas maiores conquistas. Além do mais, o que Deus uniu, o skype não há de separar.

Pra amigas feito a gente, nem os tempos ruins deixam de ser bons.