segunda-feira, 28 de maio de 2012

Da série tirem as crianças da sala (parte 3)




Cento e cinquenta membros me seguem no blog
Tive um pensamento torpe
Do tipo que não se engole:

Sem querer dar de sestrosa
Mas pra quê chamar de membro
Algo que não se levanta
Quando te acha gostosa?

domingo, 27 de maio de 2012

Cinco perguntas fast food e suas respostas pusilanimecidas




1) Adianta consumir produtos orgânicos e viver tendo pensamentos tóxicos?  Não.

2) Onde é problema gostar de apanhar? Lá em casa é que não é.

3) Quem precisa ser ligado em caso de blasezice extrema? O foda-se.

4) Pra quê mentir, fingir que perdoou? Provavelmente pra sair bem na foto.

5) Como chama o fundo pra onde vão nossas melhores gargalhadas? FGTS da alma.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Cinco versos aumentados




1) Chupa que é de uva, senta que é de menta e larga de mão que é de limão.

2) No meio do caminho tinha uma pedra. Parece que era pomes.

3) Em terra de cego quem tem um olho é rei e quem tem dois, nem sei.

4) Quem procura, acha, mas perceber que achou já é outra história.

5) Beleza não põe mesa, mas a fome nem liga pra isso mesmo. 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Soul far




painting by Jeremy Geddes

Na pista

Onde dança a alma

É que vemos

Como somos fauna

terça-feira, 22 de maio de 2012

Nelson Cavaquinhando



Tire a sua egoteca do caminho

Que eu quero passar

Com meu torpor



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Cinco questões de bolso (ou a vida é dura pra quem trabalha)




1) Se promessa é dívida, será que dá pra tomar uma kaiser antes?

2) E daí que a Xuxa disse no Fantástico que nunca usou Monange?

3) Quem cobra provas de afeto no fundo tá pedindo álibi pro abandono?

4) A mesma profecia que prevê o fim do mundo pra 2012, será que teria como prever o fim das obras na Lapa?

5) Quando o sertanejo universitário se formar, quem mais nessa vida poderá ser reprovado?

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Checking up (parte 2) ou não me amarra dinheiro não




SEQUÊNCIA ÚNICA- CONSULTÓRIO MÉDICO- INT-DIA

-Bom dia, doutor, trouxe os exames que o senhor pediu.

-Senhor, não, garota, me chama de você.

-Claro, desculpa.

(PAUSA PARA UM OLHAR ATENTO SOBRE OS EXAMES)

-Seu HDL é altíssimo.

-Isso é bom?

-Sim, é excelente, quanto maior a quantidade de colesterol bom, mais protegido está o coração.

-Protegido até contra paixões fulminantes?

-Bem, pra isso aí a medicina ainda não achou a cura...

-...

-Felizmente.

-Tirou as palavras da minha boca, doutor...

-Vamos ver a pressãozinha?

(PAUSA PRA AFERIMENTO DE PRESSÃO ARTERIAL)

-Pressão excelente. Agora respira fundo

-...

-Não, pela boca. Pega e solta o ar pela boca.

-...

-Mais uma vez, por favor.

-...

-Mais uma última vez.

-...

-Tá tudo certo, esquece médico e volta só daqui a um ano.

-Posso voltar a nadar, então?

-Deve, seu eletro e seu teste de esteira estão normais.

-Mais alguma observação ou recomendação, doutor?

-Sim.

-...

-Seja feliz agora e lembre que o bom humor é o remédio mais barato que tem pras artérias.

Depois dessa, foi caminhando até em casa ouvindo no repeat a melhor música do mundo do momento.

Enquanto caminhava, reparou que, mesmo com a passagem dos anos, sua alma era ainda bem jovem e que a menina que ali sempre morou, continuava dando o ar de sua graça.

Sempre de graça.

E pela graça.

Graças a Deus.