domingo, 22 de junho de 2008

Dó maior

Ele é o último a cumprir com o combinado e o primeiro a ter certeza da própria dúvida.

Tem fadiga pra intimidade e padece de profunda complexidade.

Gosta de dizer que é um cara simples, mas é tudo charme de artista.

Já ela é a primeira a fazer justiça com as próprias mãos e a última a duvidar de que ele um dia vai perder o medo do escuro.

Tem síndrome do pânico e padece de alergia a mentiras homeopáticas.

Gosta de dizer que é uma mulher forte, mas é tudo da boca pra fora.

Juntos, são mais separados do que notas dissonantes numa sinfonia em homenagem às almas dormentes.

Sinfonia em dó maior.

De mãos atadas.

E unhas curtas.

7 comentários:

Marina Melz disse...

romances são sempre em notas altas.

bode disse...

cacete poliana... me matou de chorar, agora.
corre amanhã pro odeon e vai ver les chansons d'amour, por favor! dou convite
bjs angélica, de bode

Rodrigo Carreiro disse...

e gosto de acordes menores...

Paulo Bono disse...

pois é.
não seria um tom menor?
abraço, flor de laranja

Poliana Paiva disse...

pode ser sim, meninos, mas dó é pena tb...
bjs a todos,

Srta. Rosa disse...

Eu tenho tendências sadomasoquistas parecidas... hahahhaa...

Rackel disse...

Talvez com as unhas grandes fosse mais divertido, heim!

rs